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Prata da Casa
Não basta criticar e analisar; é preciso conceber. Sentir-se no lado oposto da situação. Pronto para qualquer crítica e observação ácida, pronto para engolir a arrogância e sentir-se mortal. Com esse pensamento apresento meus primeiros frutos no campo musical, e para os desavisados, uma breve explicação – o responsável pelas críticas no blog IMPOSTORES também é músico.
Não sem motivos há dois links disponíveis para os curiosos na coluna esquerda do seu estimado blog. É possível conhecer o meu trabalho dentro do universo eletrônico por meio do projeto chamado The One One Two, onde o experimentalismo ganha a diversidade de efeitos e colagens sonoras. Como fruto deste laboratório sintético, ofereço aos leitores do blog o EP Artificial Exhibition, uma coletânea de 5 músicas sendo um remix para “Cheap and Cheerful”, do duo inglês The Kills, e “Poppy”, obra original da doce cantora Zee Avi.
No campo orgânico experimento a eletricidade por meio das guitarras e vocais da banda The Children Nightmare. Influenciados por Pixies, Doves, Soundgarden e Smashing Pumpkins a banda formada por Bathz, Nathe Amato, TH e eu, arrisca seus primeiros passos no cenário independente nacional com o lançamento do single “Preference”, apresentando versões alternativas da primeira música de trabalho.
Agora é perigoso arriscar qualquer impressão crítica quanto aos trabalhos, mas posso afirmar que nunca os comentários foram tão aguardados. De qualquer forma estou muito feliz por poder celebrar neste querido espaço dois projetos aos quais me dedico muito.
E agora prometo atualizar o blog IMPOSTORES com tudo o que fora ignorado nesse período de ineficiência do blog, mas lembre-se, apesar dos pesares continuamos vivos com nosso trabalho, e entreter é algo que procuramos de todas as formas.
Sua Avaliação:
5.11.09
Na vida, quando se escreve, existem termos que se evita. Talvez por puro exagero ou arrogância, mas muitas vezes evita-se vestir a estupidez. Sweet Trip é um quarteto experimental californiano que, opinião honesta, é erroneamente classificado como shoegaze - termo qual por motivos inexplicáveis eu evito a todo custo. Tudo bem, suas influências são My Bloody Valentine, Slowdive e Seefeel, mas basta ouvir seu primeiro álbum You will never know why para notar elementos além das óbvias distorções ecoantes do shoegaze. Permita-se levar-se pela climática “Air Supply”, pelos impressionantes sete minutos progressivos de “Acting” e pelo eletrônico de “Misfortunes Are Cruel”.
Aos desavisados o novo álbum do MuteMath já encontra-se disponível. Armistice apresenta o já conhecido single “Spotlight” e abusa de experimentação dos quatro bons músicos de New Orleans. A música de abertura “The Nerve” já indica o frenético e energético clima para qual o álbum foi direcionado. “No Response”, “Lost Year” e “Odds” se destacam como as grandes canções deste novo álbum. Recomendamos ouvir com atenção.
Sua Avaliação:
29.10.09
Otto - Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranquilos
Não foi sem razão que o crítico Larry Rother destacou no jornal The New York Times o quarto e novo álbum do cantor pernambucano Otto, comparando o brasileiro com o produtor Moby e ressaltando sua nova trajetória por conta da procura pela “sonoridade mais orgânica”.
"Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranquilos" deve definitivamente marcar a carreira do pernambucano e atrair a atenção global quanto ao seu novo trabalho, no qual ousa em mesclar elementos eletrônicos com harmonias acústicas rústicas, abusando do bom humor tristonho de quem enfrentou uma dura separação da atriz Alessandra Negrini por meio de letras carregadas de sentimentos lamentosos e metáforas orgânicas.
Sem dúvida trata-se do melhor trabalho já lançado por Otto, com destaque para as canções “Crua”, “Saudade” um lindo dueto com Julieta Venegas, “Filha”, “Meu Mundo” e aquela que é para o IMPOSTORES a melhor música nacional lançada em 2009, a maravilhosa fusão de rock e blues “6 minutos”.
Sua Avaliação:
11.9.09
Muse - The Resistence
Após declarar aos fãs que a haveria possibilidade de incluir em seu próximo e quinto álbum de estúdio, a música mais difícil já composta em toda sua carreira, Matt Bellamy vocalista do grupo inglês Muse despertou a curiosidade global quanto às expectativas que envolviam o próximo trabalho da banda.
“The Resistence” acaba de ser lançado e já divide opiniões quanto a sua estrutura harmônica. Perde-se muito em guitarras distorcidas e multiplicam-se infinitamente os efeitos orquestrados e arranjos delicados que remetem imediatamente a grandeza do Queen. Não que o resultado final seja um trabalho de qualidade inferior, mas é a complexidade exigida e presente em seu novo álbum, faz com que os fãs mais antigos duvidem da possibilidade de execução das novas canções sem o acompanhamento de uma orquestra completa.
A música mais difícil já composta pelo grupo está presente, trata-se de “Exogenesis: Symphony”, música que foi dividida em três partes distintas com uma duração total que excede os 13 minutos de paciência.
Não se sabe se o Muse arrisca com o álbum mais pretensioso em toda a sua carreira se tornar a banda mais aclamada da Inglaterra, mesmo porque seria uma batalha perdida diante o gigante Radiohead, mas sabe-se que a pretensão do grupo ultrapassou todos os limites já estabelecidos, relacionando-se diretamente com música clássica e óperas dramáticas.
Se o objetivo for atrair atenção para si mesmo o Muse conseguiu, e por mais que a ambição tenha exagerado em todos os limites, o novo álbum do grupo inglês ainda reserva canções como “Resistance” e “Uprising” que devem agradar os antigos devotos.
Sua Avaliação:
The xx - The xx
O quarteto inglês The xx lança seu álbum homônimo de estréia e desponta como uma das grandes novidades no cenário inglês. Formado por um casal de vocalistas e instrumentistas, o quarteto ainda conta com dois amigos que se revezam respectivamente no baixo, guitarra, teclado e bateria eletrônica. Isso mesmo, o The xx não possui a tradicional bateria e conta apenas com uma base eletrônica climática e obscura.
Inicialmente as onze canções que compõe este primeiro trabalho homônimo do quarteto remetem a influências com o Joy Division e em uma mais distante associação aos grupos My Bloody Valentine e Jesus and Mary Chain.
O clima depressivo e introspectivo do The xx é composto pela associação de simples harmonias e vocais sussurrados a uma atmosfera de percussão pulsante e constante. São canções como “Crystalised”; “Islands” e “Stars” que são capazes de transportar o ouvinte ao clima melancólico inglês, mergulhado em agonias em tons cinza e sorrisos pálidos. Provavelmente os ingleses do The xx serão recompensados com o reconhecimento de uma das melhores estréias do ano.
Sua Avaliação:
9.9.09
Florence And The Machine - Lungs
Florence Welch tem 22 anos é a britânica responsável pelo projeto Florence and The Machine. Se músicas como o quase blues melancólico de “Girl With One Eye” ou a quase ópera-pop modernista de “Drumming” não te convencerem quanto ao talento precoce de Florence, arrisque experimentar músicas como o hippie-pop de “Dog Days Are Over” ou a estrutura rock de “You've Got The Love”, quando Florence prova que é provavelmente a responsável pelo melhor álbum com vocal feminino do ano. Sério.
Sua música consegue ser acessível, sem cair para o comercial previsível, sua voz é poderosa e ela sabe quando aumentar o tom ou quando apenas sussurrar sensivelmente como em “I'm Not Calling You A Liar”.
IMPOSTORES recomenda sem dúvida esse grande trabalho.
Sua Avaliação:
3.9.09
La Roux - La Roux
La Roux é o nome francês-artístico adotado por Elly Jackson, uma britânica de apenas 21 anos. Em francês La Roux significa “A Ruiva” e remete imediatamente ao visual futurista de Elly, cujo álbum homônimo tem causado furor no mercado americano e europeu.
Com a música “Bulletproof” a La Roux foi responsável por destronar o rei do pop Michael Jackson, tomando seu domínio das paradas norte-americanas logo após a sua morte e a explosão nas vendagens de seus álbuns, portanto leve a sério a proposta da pequena ruiva.
Com uma sonoridade que resgata o melhor do pop eletrônico oitentista, atualizando junto ao eletro-sintético do novo milênio, La Roux é a responsável por um dos melhores momentos do pop-eletro deste ano, destacando as ótimas composições de “Bulletproof”; “Tigerlily” e “Quicksand”.
Sua Avaliação:
25.8.09
Kings Of Leon
O IMPOSTORES selecionou dois EP’s do Kings Of Leon em um único download. Portanto não se preocupe, pois todas as capas direcionam para um único link. Aproveite!
Aos saudosistas.
O Kings Of Leon era, no seu início, uma banda que apenas hoje – após o lançamento do quarto álbum – cumpre a sua proposta na música. A banda que iniciou as atividades cruzando influências dançantes e sofisticadas com o sotaque sulista e interiorano dos Estados Unidos cresceu para ganhar peso e importância no universo.
Para relembrar os bons tempos do início da banda, o IMPOSTORES disponibiliza “Day Old Belgian Blues”, um EP que reúne seis canções ao vivo que resgatam a despretensão e o carnaval dos dois primeiros álbuns do grupo, com performances das músicas “Molly's Chambers”; “The Bucket” e “Trani”.
Aos modernos.
O IMPOSTORES apresenta o novo EP do grupo Kings Of Leon, “Notion” é o novo e talvez último single do álbum “Only by the Night”. Com cinco canções o novo EP do grupo americano apresenta o inédito lado-b “Beneath The Surface”, uma versão ao vivo dos singles “Sex On Fire” e “Notion” e um remix do grupo brasileiro CSS (ex-Cansei de Ser Sexy) para a canção “The Bucket”.
Sua Avaliação:
18.8.09
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